A idéia da criação deste Blog surgiu através da disciplina de Jornalismo On Line, que curso na Ufes. Aceitando o "grande" desafio de entrar no mundo dos bloggeiros, espero alcançar os objetivos almejados. Não apenas passar com uma boa nota na disciplina em questão, pretendo buscar notícias atuais e de interesse das pessoas, além de poder utilizar uma liberdade que certamente não terei depois de formado, trabalhando para um meio de comunicação qualquer.

Thursday, January 19, 2006

Comentários do autor...

Apesar da falta de estímulo pra continuar o Traduz a notícia, principalmente por parte do professor Fábio Malini, que ministrou a matéria que objetivava a criação do blogger, resolvi continuar a escrever matérias e pensamentos, pois acredito ter direito a mostrar minhas opiniões e exercer meu poder contra-hegemônico... Porém não pretendo obedecer nenhum regulamento previamente imposto e assim descarto qualquer forma arbitrária de escolhas de matérias, de controle de audiência e de periodicidade. Viva a liberdade de expressão...

Tuesday, November 29, 2005

Quem manda na Internet?

Uma característica marcante no século XXI remete-se à expansão da Internet assim como do Ciberespaço, onde pessoas de todas as partes do mundo podem comunicar-se entre si, sem precisar de quaisquer mediadores, além dos suportes técnicos fundamentais necessários para o uso da web. Mas este espaço que se mostra livre e de acesso cada vez mais facilitado é controlado pelo governo dos Estados Unidos, administrador central que gerencia a infra-estrutura da rede desde sua criação em 1969.
Preocupada com esta hegemonia norte-americana, a Organização das Nações Unidas (ONU) propõe a criação de um comitê internacional para gerenciar a rede, que está sob tutela da Icann, órgão subordinado ao Departamento de Comércio dos EUA, que controle os domínios da web.
Esta disputa, além de ser uma questão geopolítica – já que a Internet quebra a noção de espaço-tempo – se dá pela descentralização dos servidores-raiz, 13 computadores de grande porte que armazenam todos os endereços da rede, os quais 10 estão sob controle dos norte-americanos.
De um lado as Nações Unidas alegam que a Internet é um meio de comunicação global e que representa crescimento econômico, de outro lado os Estados Unidos não querem abrir mão do controle da web, e utiliza como argumento a possível burocratização da Internet se houver vários países no controle.
Torna-se claro que deve existir uma socialização deste espaço, sem o domínio hegemônico de um país, que tem o poder de até mesmo desligar a rede. Mas problemas como spams, pornografia, casos de pedofilia, golpes, roubos e outros crimes eletrônicos devem ser solucionados com prioridade.

Sociedades patriarcais insistem em (re)viver

Oriente e Ocidente as vezes orgulham-se por serem mundos diferentes, com características, pensamentos e ideologias distintas. Mas existe uma característica que faz com que estas duas civilizações se assemelhem em muito. O machismo está presente em ambas sociedades, embora expressa de formas variadas. Embora grande parte dos governos e estudiosos preguem o fim do preconceito e a aceitação das diferenças, esta meta está longe de ser alcançada. O Ocidente, que sempre se orgulhou de ser o berço da democracia possui vários traços e casos de discriminação de mulheres. Embora a relação de superioridade masculina na sociedade em seus vários âmbitos diminuir gradativamente, principalmente após o movimento feminista, as mulheres ainda são tratadas como delicadas, incapazes de realizar certas atividades e muitas vezes tendo empregos e salários inferiores aos dos homens. Já nas sociedades Orientais, o machismo está mais arraigado com a cultura patriarcal, fechada e tradicionalista. No Japão, por exemplo, é normal que o chefe de família dite as normas sem ser sequer questionado. No Oriente Médio o machismo é ainda mais concreto, já que as mulheres não podem conversar com homens nas ruas, além de andarem com o corpo quase todo coberto. Numa época em que muitos se orgulham de ser “pós-modernos”, é curioso e estranho que práticas e pensamentos antigos e certamente ultrapassados – como o racismo, o machismo, o etnocentrismo e tantos outros – ainda estejam no consciente e subconsciente das pessoas. No âmbito nacional, muitas vezes nos sentimos imersos numa sociedade arcaica - talvez semelhante à época do coronelismo – onde as mulheres tem como funções cuidar da casa, dos filhos e servir ao marido, seu mestre e senhor, que nunca deve ser desrespeitado ou contestado.