Uma característica marcante no século XXI remete-se à expansão da
Internet assim como do
Ciberespaço, onde pessoas de todas as partes do mundo podem comunicar-se entre si, sem precisar de quaisquer mediadores, além dos suportes técnicos fundamentais necessários para o uso da web. Mas este espaço que se mostra livre e de acesso cada vez mais facilitado é controlado pelo governo dos Estados Unidos, administrador central que gerencia a infra-estrutura da rede desde sua criação em 1969.
Preocupada com esta hegemonia norte-americana, a Organização das Nações Unidas (ONU) propõe a criação de um comitê internacional para gerenciar a rede, que está sob tutela da Icann, órgão subordinado ao Departamento de Comércio dos EUA, que controle os domínios da web.
Esta disputa, além de ser uma questão geopolítica – já que a Internet quebra a noção de espaço-tempo – se dá pela descentralização dos servidores-raiz, 13 computadores de grande porte que armazenam todos os endereços da rede, os quais 10 estão sob controle dos norte-americanos.
De um lado as Nações Unidas alegam que a Internet é um meio de comunicação global e que representa crescimento econômico, de outro lado os Estados Unidos não querem abrir mão do controle da web, e utiliza como argumento a possível burocratização da Internet se houver vários países no controle.
Torna-se claro que deve existir uma socialização deste espaço, sem o domínio hegemônico de um país, que tem o poder de até mesmo desligar a rede. Mas problemas como spams, pornografia, casos de pedofilia, golpes, roubos e outros crimes eletrônicos devem ser solucionados com prioridade.